Eu sou um sacrifício vivo?

6 de fevereiro de 2016

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CAPA

Estava pensando sobre os sacrifícios de animais como forma de ofertar a Deus o sangue em troca de perdão de pecados, como vemos no velho testamento. O adorador Israelita levava um touro, um cordeiro, cabra, ou pomba – dependendo da riqueza do ofertante – à entrada do Tabernáculo, onde impunha as mãos sobre a cabeça do animal, como símbolo de imputação pelos seus pecados, matando o bichinho, ou bichão, que teria os seus pedaços levados pelo Sacerdote para que fosse queimado em holocausto ao Senhor.

Os animais apresentados eram “sem defeito”… Tudo isso apontava para o sacrifício de Cristo, o Cordeiro perfeito. Porém, toda essa ritualística foi abolida em Cristo, que foi sacrificado pelos seus e pelos meus pecados, de forma que  preço da nossa salvação foi pago.

Mas, uma vez que o preço foi pago e eu sou liberto em Cristo Jesus, e tenho – ou deveria ter – um coração grato por eu ter sido salvo da ira de Deus, eu apresento a minha vida como sacrifício vivo, como forma de gratidão e amor àquele que deu a sua vida por mim.

Sabemos bem que oferecer a nossa vida como sacrifício vivo não significa somente ir a igreja, ser dizimista, tocar em grupo de louvor, ser pastor, diácono ou presbítero; assim como não se resume a uma feição de contrição e santidade auto imposta, seja lá o que isso queira dizer, aos domingos.

Mas, por outro lado, a comunhão entre irmãos, a congregação, o culto coletivo, a reunião dos santos, no local onde juntos somos igreja, seja num templo ou numa praça, não deveria ser um reflexo desse ‘sacrifício vivo’ que oferecemos ao Senhor em nossa vida diária?

Como apresentar aos domingos aquilo que eu não vivo de segunda à sábado?

Traçando um paralelo com a motivação e cuidado dos judeus ofertantes do holocausto original gostaria que de pensar em algumas questões:

Sendo bem específico nesse caso, nas reuniões onde estamos, temos realmente oferecido o nosso melhor? E estou falando de consciência, devoção, espírito voltado para receber do Pai…

A motivação com a qual saímos de nossa casa para cultuar o Pai, seja onde for, tem sido agradável a Deus?

O grande descaso para com a reverência devida aos momentos em que nos colocamos especificamente na presença do Senhor é um reflexo no nosso ‘sacrifício vivo’ defeituoso; manco?

Quando nos atrasamos para um culto, conversamos paralelamente durante o período de cânticos de louvor, ou mesmo quando ficamos absolutamente alheios a tudo o que está acontecendo no lugar de culto, chegando até mesmo a atrapalhar um momento íntimo de um outro irmão com o Senhor, estamos realmente oferecendo nossas vidas, tempo e dedicação devidos como sacrifício vivo ao Senhor?

O Senhor tem se agradado da minha vida, das minhas motivações, do meu culto, do meu louvor? O Senhor tem se alegrado da forma com a qual eu dou atenção à Palavra que está sendo exposta por um outro irmão?

Eu gostaria muito que essa fosse a nossa reflexão, a nossa autoanálise, até que chegue o dia reservado para que venhamos a nos reunir numa igreja, na casa de algum amigo, em grupos ou mesmo em família. Ter essa consciência pode fazer uma grande diferença.

Eu resolvi escrever sobre isso, primeiramente para a igreja onde sou membro, pois o Senhor tem colocado esse incômodo no meu coração. Julgue você se isso procede de Deus ou não. Cada um examine-se a si mesmo.

“A palavra de Cristo habite em vós ricamente, em toda a sabedoria, ensinai-vos e admoestai-vos uns aos outros, com salmos, hinos, cânticos espirituais, louvando a Deus com gratidão em vossos corações.”

Colossenses 3:16

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