RP#53 – SOBRE BRUMADINHO E NOSSAS TRAGÉDIAS PARTICULARES

19 de fevereiro de 2019

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Fala, Resistência! Chegamos ao episódio nº 53 e meio que fomos obrigados a mudar repentinamente nossa projeção de pautas para o ano de 2019. Eu explico: Nosso amigo, Chico Gabriel esteve em Brumadinho/MG, juntamente com o Rodrigo da ONG 1%, auxiliando as forças de resgate aos desaparecidos, em mais uma tragédia envolvendo ganância, desorganização e lama. Muita lama. Nos sentimos na obrigação de gravar esse papo, com a experiência de quem, literalmente, sujou as mãos ao tentar amenizar um pouco a dor alheia e trazer ao ar esse relato dramático para você que nos ouve.
A gravação foi feita em cima da hora, em caráter de urgência e, talvez mais do que qualquer outra anterior, tenha nos servido como uma espécie de desabafo entre amigos… Junte-se a nós.

COMENTADO NO EPISÓDIO:
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MÚSICA UTILIZADA NO EPISÓDIO:
Hurricane – By Keith Richards

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EDIÇÃO DE ÁUDIO: Chico Gabriel e Rodrigo Oliveira

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  • Ótimo episódio pessoal! Realmente é muito triste o que ocorreu e esse episódio ajuda a entendermos melhor o lado humano real disso tudo, que fica fora das notícias.
    Eu nunca passei por algo semelhante, mas consigo imaginar a angústia dos familiares, assim como o relato do Rodrigo, pois foi algo muitas vezes menor que passei por uma angústia e ansiedade (também, sem comparação com essas tragédias) que aprendi a confiar em Deus. No ano passado, meu pai sofreu um acidente e ficou 15 dias em coma. Ele mora em Florianópolis, 500 KM da minha casa, e fui até lá. Eu cheguei no dia em que ele acordou, e quando acabou a gasolina devido à greve dos caminhoneiros.
    Eu sou uma pessoa que normalmente “tem o controle” das coisas, e já tinha planejado o dia para voltar e tudo mais. Mas devido à falta de combustível, eu estava sem possibilidades de volta para casa, sem o controle da situação. E o pior, era até complicado ir para o hospital (revezávamos quem ficava com ele no hospital) porque tínhamos que controlar o uso do combustível. No hospital era pior ainda, pois suprimentos estavam escassos. Em resumo, essa “falta de saber” o que vai acontecer criou uma angústia, em que só consegui tranquilizar quando cai na real que preciso entregar tudo pra Deus e depender dEle, pois eu não estou no (e não tenho o) controle das coisas. No fim, os dias a mais que fiquei foram de grande ajuda.
    Se eu senti um angústia por falta de informação, sendo que essa informação era quando voltar pra casa e não se um familiar está bem, imagina o quão maior é a angústia que o Rodrigo e todas as pessoas de Brumadinho passaram ou ainda passam sem saber onde estão seus entes queridos. Realmente, só Deus para confortar o coração, mas a angústia e a dor é inevitável.

    Abraço
    EddieTheDrummer (PADD)

    • Olá, Eddie.
      Acredito que confiar em Deus, todas as áreas da nossa vida, é um exercício. Contudo é na hora da dificuldade que temos nossa fé posta à prova. Graças a Ele que você compreendeu e resolveu descansar, pq não cai um fio de nossos cabelos sem que Ele saiba e permita. Se entendermos isso com profundidade e maturidade vamos passar muito melhor pelas provas dessa vida.
      Obrigado por compartilhar tua experiência conosco e também pelo teu feedback, certo, de sempre.

  • Emmanoel Ragoso

    Belíssimo programa.Parabéns aos convidados pela atitude digna e humana que é ajudar ao próximo.
    Vivemos em sociedade e ser sociedade é isso,cuidarmos uns aos outros.É impressionante os relatos.

    • Obrigado pelo teu comentário, meu mano. Que realmente sejamos o 1% disposto a fazer a diferença na vida do nosso próximo.

      Abração!

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